tendinite

Como identificar e tratar a tendinite?

A tendinite é um tipo de Lesão por Esforço Repetitivo (LER), causada pelo movimento realizado repetidas vezes e constantemente. A doença ataca o tendão, gerando inflamação, inchaço e dor. Em geral, esses incômodos são controlados de maneira bem-sucedida com o tratamento regular, mas alguns casos mais graves requerem a cirurgia.

É comum associar a tendinite a uma lesão de trabalho, mas é importante reforçar que outras atividades podem causar a doença. É o caso, por exemplo, da prática de esportes e até mesmo o uso contínuo de celulares e games. Considerada uma doença moderna, a tendinite ganhou grande expressão a partir da revolução industrial e tecnológica.

Como surge a tendinite?

Os tendões ligam a musculatura aos ossos. São tecidos fibrosos e resistentes que permitem o movimento articular. A tendinite é uma inflamação no tendão, em especial dos ombros, braços e mãos, causados por movimentos repetitivos contínuos.

A tendinite é considerada uma doença ocupacional, embora não seja exclusiva de atividades profissionais. Ela afeta, em especial, operários em linhas de montagem que praticam o mesmo movimento diária e continuamente, tais como digitadores, músicos e esportistas.

Mas, além de ser causada pela LER, a tendinite também pode surgir após infecções, traumas mecânicos, distúrbios metabólicos, degeneração das articulações, neuropatias e doenças reumatológicas.

É importante acrescentar que a tendinite é a doença que mais gera processos trabalhistas, promovendo grande interesse jurídico acerca de suas causas, sintomas e consequências.

Sintomas, tratamentos e prevenção

O tratamento da tendinite se baseia na intensidade dos sintomas apresentados. Os primeiros sinais de tendinite surgem com dor ao exercer a atividade, o que pode ser controlado com a mudança da atividade ou um repouso temporário.

Quando há um pouco de dor e um aumento gradual da sensibilidade local, é preciso fazer uma pausa maior e imobilizar o local, ministrando remédio para controlar a dor e possível inchaço. No entanto, quando a dor começa a interferir não só na atividade exercida, mas também causa impedimento em trabalhar e em movimentar o local, é preciso iniciar uma fisioterapia, imobilizar o local e, eventualmente, recorrer a uma licença para não forçar a região.

Com a evolução da doença, o aumento da dor ocorre não apenas durante a atividade exercida. A sensibilidade se torna mais intensa e o músculo fica mais fraco, com inchaços que dificultam os movimentos. A fisioterapia, remédios e imobilização são necessários, incluindo o uso de órteses. O caso mais grave é quando a dor e os movimentos interferem em todas as atividades cotidianas, com musculatura fraca. Nessas situações, é preciso um repouso prolongado, cirurgia e até mesmo o impedimento total da atividade.

O diagnóstico é clínico, auxiliado por exames radiológicos e laboratoriais. Além das fisioterapias e imobilizações, é possível ministrar remédios para diminuir o inchaço e a dor presente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como reumatologista em São Mateus!

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