Lúpus Discóide

Lúpus Discóide – Conheça este tipo de Lúpus

O lúpus possui dois tipos principais: o lúpus eritematoso discoide (LED), que atinge somente a pele, e o lúpus eritematoso sistêmico (LES), que abrange o restante dos órgãos. O lúpus discoide atinge todas as etnias, com incidência duas vezes maior em mulheres. Começa a surgir a partir dos 25 anos.

Sem causa totalmente conhecida, as anormalidades imunológicas evidentes atuam sobre a resistência natural da pele, causando um desequilíbrio. O sistema imunológico ataca as células saudáveis da região e, mesmo que pessoas da mesma família tenham o problema, não é considerado genético.

Como surge e quais os sintomas do lúpus discoide

O lúpus é uma doença autoimune, ou seja, por alguma causa ainda não determinada, o próprio sistema imunológico ataca as células saudáveis do corpo. Há indícios científicos que indicam influência genética e do meio ambiente, tornando o paciente predisposto a desenvolver a doença.

Elementos como exposição à luz solar e alguns tipos de medicamentos podem servir de gatilho para o desenvolvimento da doença, estimulando o sistema imunológico a reagir equivocadamente. Entre os fatores de risco do lúpus, está o fato de atingir mais mulheres que homens, pessoas de 15 a 40 anos e de etnia afro-americana.

Porém, o lúpus discoide, além de atingir mais mulheres que homens, está mais presente em pessoas de 25 a 45 anos e independentemente de etnia, podendo surgir em todas e não apenas numa específica. O histórico familiar também é relevante para a probabilidade de surgimento da doença.

O lúpus eritematoso discoide pode também ser sintoma do lúpus sistêmico. Cerca de 15% das pessoas que apresentam somente o tipo discoide podem desenvolver o sistêmico com o passar do tempo. Os pacientes com o tipo discoide apresentam índices negativos de anticorpos antinucleares e anti-RO.

Os sintomas do lúpus discoide se assemelham a outros problemas dermatológicos, iniciando com coceira leve e dores eventuais. Normalmente, ocorre em partes do corpo que são mais expostas ao sol, como couro cabeludo, rosto e pescoço.

A pele fica levemente levantada e endurecida, com lesões escamosas e eritematosas e com fotossensibilidade. Quando ocorre no couro cabeludo, os folículos capilares ficam entupidos, causando queda repentina de cabelo. Já na pele, há uma alteração também na cor, e feridas podem ser expandidas e assim expor os vasos capilares sob a pele.

Tratamento do lúpus discoide

O lúpus discoide não tem um diagnóstico imediato, haja vista ter sintomas muito parecidos aos de outras doenças, como sífilis, queratose actínica, psoríase em placas, sarcoidose e líquen plano. Qualquer suspeita deve ser analisada com rigor por um médico, para efetivar um tratamento imediato e evitar que o problema se desenvolva.

A primeira indicação médica é não se expor ao sol. Quanto mais o paciente tiver contato com o sol, maiores serão as chances de desenvolvimento da doença. Use sempre protetores solares e roupas que possam proteger bem a pele, evitando também bronzeamento artificial.

Há cremes corticosteroides que são bastante utilizados para o tratamento inicial, normalmente aplicados em altas doses por duas vezes ao dia. Podem também ser indicadas injeções esteroides para tratamento de feridas maiores, com o intuito de evitar que cresçam ainda mais e se tornem crônicas. Outros medicamentos orais também podem ser indicados, para equilibrar o organismo e evitar o desenvolvimento da doença.

É importante procurar um médico assim que surgirem lesões, especialmente no rosto, e evitar usar outros medicamentos sem prescrição médica. Alguns remédios podem piorar o quadro ou camuflar o possível problema de lúpus discoide. Para pacientes fumantes, o risco pode se agravar.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como reumatologista em São Mateus!

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