esclerodermia

Esclerodermia: saiba mais sobre essa doença autoimune

A esclerodermia é uma doença crônica do tipo inflamatório, afetando o tecido conjuntivo e desencadeando alterações na pele, em especial o seu endurecimento. O nome esclerodermia, inclusive, vem do grego skleros, cujo significado é “duro, que se une à derme (pele)”.

É importante notar que a origem da patologia é autoimune, ou seja, o próprio organismo ataca o sistema imunológico e destrói as células e tecidos saudáveis do corpo. Neste artigo, reunimos informações sobre o problema. Confira!

O que é esclerodermia?

A esclerodermia não é uma doença muito comum: atinge 200 pessoas a cada um milhão. Embora se saiba que é uma enfermidade autoimune, na qual o próprio organismo se ataca, ainda há muito para ser esclarecido sobre o modo como ela se desenvolve.

Já se sabe, entretanto, que há três processos patológicos que resultam na esclerodermia: as anormalidades na resposta imunológica, as lesões inflamatórias das pequenas artérias e o colágeno produzido em excesso, que é depositado na pele e órgãos.

Mesmo que a causa ainda não seja totalmente esclarecida, a hipótese mais recorrente é que o surgimento da esclerodermia é proveniente de uma predisposição genética, a partir da qual o indivíduo possui genes que alavancam o processo patológico. Fatores ambientais, exposição a substâncias químicas, infecções e até mesmo o emocional podem servir como gatilho para exteriorizar a doença.

Outras correntes de estudo apontam que a causa da esclerodermia está relacionada a determinadas bactérias, que contam com proteínas semelhantes às do organismo humano e fazem com que o sistema imunológico crie anticorpos contra elas. Porém, como são proteínas semelhantes, acabam atacando também as naturalmente existentes.

Essa reação do organismo também pode surgir após a exposição a substâncias químicas, como o contato com derivados do petróleo e da sílica. Até pacientes que precisam fazer quimioterapia podem desenvolver a esclerodermia.

É importante notar que a doença pode ser classificada como localizada ou sistêmica, sendo que cada tipo possui ramificações que explicam seu desenvolvimento:

Esclerodermia localizada

Em geral restrita à pele, esse tipo de esclerodermia raramente pode se localizar no músculo ou nos ossos. Não atinge o funcionamento dos órgãos e nem causa lesões vasculares graves.

A esclerodermia localizada é dividida em:

  • Esclerodermia linear – mais comum em crianças, tem a aparência de uma linha semelhante a um golpe de espada, mais proeminente no tronco e membros;
  • Morfeia – é a esclerodermia localizada mais comum, fisicamente caracterizada por ciclos ovais esbranquiçados, espalhados em várias regiões do corpo.

Esclerodermia sistêmica

Trata-se  da manifestação mais grave da doença, já que pode atingir órgãos internos e os vasos sanguíneos. Ela se classifica em:

  • Esclerose sistêmica cutânea difusa – atinge a região central do corpo, de forma dispersa, chegando até órgãos da região do tronco, como os do aparelho digestivo, pulmões e coração. É grave e pode ser fatal, caso não seja tratada;
  • Esclerose sistêmica cutânea limitada – é a manifestação periférica da doença, que se manifesta principalmente nas mãos, pescoço e rosto;
  • Esclerose sistêmica sine esclerodérmica – é a manifestação mais rara da doença, onde o paciente possui os sintomas da esclerodermia, mas não há visualização na pele.

Sintomas e tratamentos para a esclerodermia

Os sintomas da doença variam conforme sua classificação. A maior parte se restringe aos aspectos da pele, com lesões externas em várias partes do corpo. A pele fica enrijecida e espessa, com coloração embranquecida e avermelhada. Essas manifestações costumam diminuir ou desaparecer a longo prazo, sem causar maiores danos à saúde.

A esclerodermia generalizada tem um número bem maior de lesões, que se espalham pelo corpo com rapidez, dificultando o tratamento. Ela pode atingir o rosto e desfigurar a imagem, com lesões persistentes.

Embora atinja crianças, a esclerodermia linear é mais difícil de ser tratada que a morfeia, já que a lesão pode ser mais profunda e comprometer o desenvolvimento dos ossos.

O uso de medicamentos para o tratamento vai depender do tipo de esclerodermia apresentada, já que não há uma medicação específica para a doença. É possível usar vasodilatadores, anti-inflamatórios, imunossupressores e inibidores da bomba de prótons.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como reumatologista em São Mateus!

 

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