Alimentação e combate a doenças inflamatórias

Alimentação e combate a doenças inflamatórias

A alimentação saudável é a principal forma de prevenção a doenças e a mais acessível ao ser humano. Embora seja essencial, nem sempre é feita de forma adequada, mostrando-se, em razão disso, incapaz de manter todos os nutrientes necessários para o dia a dia.

Inclusive, devido ao surgimento de produtos industrializados e fast foods ricos em gorduras, verifica-se uma perda progressiva na qualidade da alimentação, gerando uma maior propensão ao desenvolvimento de doenças inflamatórias, entre outras.

Pesquisas vêm descobrindo que um padrão alimentar saudável pode diminuir a incidência de doenças inflamatórias e autoimunes, como a artrite reumatoide. Mesmo que não haja ainda uma definição rigorosa de dietas que controlem as doenças, já se sabe que o consumo de determinados alimentos tem grande influência para uma boa saúde e qualidade de vida do paciente.

A importância da alimentação contra inflamações

É importante compreender que inflamações são sinais clássicos de uma reação do sistema imunológico para indicar a presença de alguma infecção ou doença. Os agentes combatem invasores patogênicos para uma reparação rápida da área atingida, reconhecendo os tipos de micro-organismos e agindo conforme a necessidade apresentada, retirando-os e cicatrizando a região.

Porém, muitas vezes, as ações são tão violentas que causam não só a expulsão dos invasores como também podem danificar células saudáveis. O corpo humano também se prepara contra esses riscos, produzindo substâncias como as citocinas antiinflamatórias para proteger a região contra autoagressões e reconstituir tecidos que tenham sido danificados. As citocinas são divididas em  pró-inflamatórias e antiinflamatórias, que devem sempre estar em harmonia para garantir a saúde do organismo.

Para que as citocinas sejam produzidas, é necessária a presença de nutrientes em determinados alimentos, como o ácido aracdônico, gama-linolênico e linoleico, que fazem parte do ômega 6 para citocina pró-inflamatória. Há ainda os ácidos alfa-linolênico, docosa-hexaenoico e eicosapentaenoico para citocina anti-inflamatória, encontrados no ômega 3.

O processo inflamatório também causa excessiva oxidação, ampliando o número de radicais livres nas células. Dessa forma, os tecidos vão se degenerando com mais velocidade e podem ficar com inflamação crônica. O consumo de antioxidantes com vitamina E, A e C, flavonoides, carotenoides e selênio é indicado para evitar o problema.

Na prática, um consumo de alimentos pobres em nutrientes potencializa as chances de desenvolvimento e evolução de infecções. A alimentação também age nos hormônios, como leptina, adiponectina e resina, que ajudam a regular o sistema imunológico, mas pessoas acima do peso e obesas sofrem um desequilíbrio na sua produção.

Assim, tanto o metabolismo quanto as atividades que combatem as inflamações são alterados, inclusive contribuindo  para uma maior resistência aos efeitos de medicamentos.

Alimentos ricos em gorduras hidrogenadas, farináceos e açúcares refinados são gatilhos para processos inflamatórios. Mas alguns alimentos são poderosos no combate a inflamações, bastando ser integrados às refeições para surtirem grandes efeitos, com resultados comprovados.

Tipos de alimentos que combatem doenças inflamatórias

Alimentos como carne vermelha, queijo amarelo, manteiga, embutidos em geral, açúcar, refrigerantes e farinhas são ativos de inflamações, mantendo as células inchadas e com maior facilidade de degeneração.

Mas alimentos ricos em ômega 3, encontrados em peixes como o atum, salmão, arenque e sardinha, alguns legumes e verduras, cereais integrais ricos em fibras e frutas ajudam a combater as inflamações e manter o corpo saudável.

Abaixo, segue uma lista de alimentos que devem ser inseridos em qualquer dieta alimentar, para manter a qualidade dos processos anti-inflamatórios do organismo:

  • Peixes ricos em ômega 3
  • Sementes como gergelim, linhaça, girassol, nozes e chia
  • Frutas vermelhas, como morango, romã, cerejas e melancias
  • Ervas aromáticas, como açafrão, alho, manjericão, canela, cravo e cebola
  • Frutas oleaginosas, como castanhas
  • Vegetais, como repolho e brócolis
  • Óleos de coco, linhaça e peixe
  • Azeite extravirgem
  • Legumes, como pimentão, batata doce, vagem e azeitonas
  • Frutas, como maçã, kiwi, goiaba, limão e mamão

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como reumatologista em São Mateus!

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