Dra. Raquel Capucho Tonon

Tudo o que você precisa saber sobre lúpus e gravidez

Tudo o que você precisa saber sobre lúpus e gravidez

O lúpus é uma doença autoimune, ou seja, na qual o próprio sistema imunológico ataca diferentes tecidos do corpo, provocando inflamações e consequências mais graves à pele, cérebro, rins e diversos outros órgãos. Além disso, trata-se de uma doença que atinge predominantemente mulheres, mais especificamente na proporção de nove pessoas do gênero feminino para apenas uma do gênero masculino, o que incita uma série de perguntas em relação ao lúpus e à gravidez.

Mulheres com lúpus podem engravidar?

Sim, a gestação em mulheres com lúpus é totalmente possível, mas, como em qualquer outra doença crônica, ou seja, que persiste por um período maior do que seis meses, o acompanhamento médico e a atenção antes, durante e após a gravidez devem ser redobrados.

Quais os cuidados necessários antes da gestação?

O primeiro ponto é esperar ao menos dois anos do diagnóstico da doença antes de partir para as primeiras tentativas de gravidez. Esse período é suficiente para que a doença se estabilize.

Além disso, é fundamental que a mulher esteja com a doença estabilizada há pelo menos seis meses, pois, com a estabilização, as doses de medicamentos são mais baixas, fazendo com que a gestação seja mais saudável tanto para a mãe quanto para o bebê.

Quais os cuidados durante a gestação?

Em relação ao corpo da mãe, é necessário tomar cuidados em três principais áreas que costumam ser mais problemáticas na relação entre lúpus e gravidez: funcionamento do rim, peso e pressão arterial. Além disso, como a doença produz anticorpos que coagulam o sangue, chamados de antifosfolípides, em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicação anticoagulante.

Como se trata de uma gestação de risco, outras complicações podem ocorrer, incluindo o diabetes gestacional, parto prematuro e pré-eclâmpsia, um tipo de disfunção nos vasos sanguíneos.

O bebê corre risco de nascer com a doença?

Sim, mas vale frisar que essa não é uma regra, pois apenas uma pequena porcentagem dos bebês de mães portadoras do lúpus nascem com a doença.

No entanto, a maioria dos recém-nascidos nasce com o chamado lúpus neonatal, caracterizado por manchas na pele devido à sensibilidade à luz. Contudo, isso não deve ser motivo de preocupação, pois o quadro costuma desaparecer por completo até os nove meses de idade, não deixando nenhuma sequela.

Portanto, tomando as devidas precauções e sempre tendo acompanhamento médico de um reumatologista e de um pediatra, mulheres com lúpus podem sim engravidar, mas devem estar cientes dos cuidados redobrados e das possíveis frustrações que terão que encarar antes, durante e após a gestação.

Além disso, na relação lúpus e gravidez, mais especificamente durante a gestação e no pós-parto, os sintomas do lúpus na mulher podem ser agravados. É necessário que haja ciência de tais riscos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como reumatologista em São Mateus!

 

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Doença de Behçet: sintomas, causas e tratamentos

Doença de Behçet: sintomas, causas e tratamentos

A doença de Behçet é uma desordem nos vasos sanguíneos, que apresentam inflamação e sintomas muito específicos. Considerada rara e autoimune, ela não é contagiosa e nem cancerígena, mas sua causa ainda é desconhecida pela ciência.

Doenças autoimunes são aquelas onde o sistema imunológico ataca as próprias células do organismo, e algumas condições podem oferecer ao paciente uma predisposição de adquirir a doença de Behçet. A doença pode atingir tanto homens quanto mulheres com idade média de 20 a 30 anos, embora crianças e idosos também não estejam fora de perigo.

O que é a doença de Behçet

Existem indícios dessa doença há milhares de anos, porém, ela só foi identificada como síndrome em 1937, pelo médico dermatologista Hulus Behçet – daí o nome. Mais comum nas regiões da Ásia ao Mediterrâneo, a doença normalmente acomete os povos gregos, árabes, israelenses, turcos, chineses, coreanos e japoneses.

Com o aprofundamento das pesquisas, a doença começou a ser identificada em todas as partes do mundo, mas sempre adotando características peculiares regionais. Em alguns lugares, a maioria dos casos apresentados atinge os pulmões, enquanto outros atingem a área gastrointestinal, por exemplo. Essas diferenças podem ser criadas pelo ambiente, o tipo de alimentação e os hábitos culturais da população.

Essas diferenças regionais também atingem o gênero. No Japão e em alguns outros países asiáticos, a maioria dos pacientes de Behçet é de mulheres, enquanto em países árabes e mediterrâneos são homens.

A doença de Behçet é definida como um tipo de vasculite multissistêmica não elucidada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e há diversas causas, sintomas e tratamentos possíveis.

Causas, sintomas e tratamentos

A doença de Behçet pode atingir todo o corpo do paciente, embora haja algumas áreas mais recorrentes que apresentam os sintomas, como a dos olhos, a boca, o cérebro, a pele, as articulações, as genitais, o sistema digestivo e, principalmente, os vasos sanguíneos.

Os sintomas da doença podem aparecer de repente e tão repentinamente também desaparecer, tornando o diagnóstico bastante difícil de ser identificado. Se houver tempo para sua identificação e início de tratamento, ele pode fazer com que ela desapareça por um bom tempo, mas podendo ressurgir com uma intensidade ainda maior.

Em relação aos sintomas, o corpo pode apresentar aftas que se ulceram na boca, na vulva ou escroto, inflamação no sistema nervoso e nas articulações e vasculite. Além disso, o sistema circulatório apresenta coágulos que entopem artérias e veias, impedindo a movimentação sanguínea e causando grandes danos aos tecidos da região.

Não há exames específicos para identificação da doença de Behçet, e só a observação sobre os sintomas podem levar o médico ao diagnóstico correto. A observação é essencial para que o profissional também possa descartar outras possíveis causas, que têm muitas vezes sintomas semelhantes.

A medicação oral é o tratamento básico, e que pode ser administrado apenas por um período para reequilibrar o organismo. Em alguns casos, pode ser necessário o seu uso de forma permanente.

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4 doenças tratadas pelo reumatologista

4 doenças tratadas pelo reumatologista

O reumatologista é um médico especializado em tratar das doenças que afetam o sistema musculoesquelético e o tecido conjuntivo.

A maioria das pessoas associa a artrite, a artrose e o reumatismo à reumatologia, e com razão; porém, por mais que sejam enfermidades comuns, elas não são as únicas tratadas nessa especialidade. Na verdade, há muitas outras doenças que podem comprometer a saúde e a qualidade de vida dos pacientes nessa mesma área.

Conheça algumas das doenças que requerem ação de um reumatologista

1. Artrites e artrose

Ela pode até ser conhecida, mas poucas pessoas entendem que há mais de um tipo de artrite, e que cada tipo precisa de cuidados específicos. Por exemplo, a artrite reumatoide pode afetar diversas articulações, já a artrite psoríaca apresenta quadros de alterações na pele, com ou sem outros sintomas associados. A osteoartrite, mais conhecida como artrose, tem como característica o desgaste e alterações nos ossos e na cartilagem articular. Ou seja, são variadas formas de uma mesma doença.

2. Esclerodermia

O principal sintoma desta doença é o endurecimento da pele, que fica sem elasticidade e mais espessa. Trata-se de uma enfermidade que atinge o sistema imunológico, e que pode surgir de duas maneiras: a esclerose sistêmica ou a localizada. A localizada, como o nome sugere, afeta uma parte da pele, e é mais comum em crianças. Já a sistêmica é mais perigosa, pois pode afetar também órgãos internos, além da pele.

3. Gota

Pode ser considerada uma forma de artrite, mas é reconhecida há tanto tempo que se tornou sua “própria enfermidade”. A gota é muito mais dolorosa do que os outros tipos de doenças que atingem articulações.

É improvável que alguém tenha mais do que duas crises de gota na vida, mas em alguns casos elas podem se tornar frequentes, deixando o paciente incapacitado. A razão é o excesso de ácido úrico no corpo, e a dor costuma atingir os pés.

4. Vasculites

Quando os vasos sanguíneos inflamam, ocorre a vasculite. A causa pode ser uma outra condição associada, como doenças autoimunes, ou pode ser apenas um quadro separado, o que é mais raro. Há muitos tipos de vasculites, cada um com seu conjunto de sintomas, fatores de risco e possíveis origens. Alguns exemplos são a doença de Behçet (caracterizada por úlceras genitais e na boca), a doença de Buerger (focada nas mãos e pés, e relacionada ao fumo), a síndrome de Churg Strauss (caracterizada pela presença de asma), e outras.

Por fim, o reumatologista ainda pode tratar de muitas outras doenças que afetam articulações, músculos, ossos, ligamentos, cartilagens, e etc. Visto que muitos sintomas podem estar relacionados a essas regiões do corpo, é uma boa ideia se consultar com esse especialista!

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Sinais da esclerose sistêmica

Sinais da esclerose sistêmica

A esclerose sistêmica é uma doença reumática auto-imune e não contagiosa, caracterizada por uma disfunção generalizada do tecido conjuntivo. É uma doença rara e sua origem e causa são desconhecidas.  

A enfermidade provoca um excesso de produção de colágeno e de outras proteínas em vários tecidos e é caracterizada por alterações degenerativas, formação de cicatrizes na pele, articulações e órgãos internos, além de anormalidades dos vasos sanguíneos.

Pode ocorrer de forma limitada, afetando apenas certas partes da pele, ou de forma generalizada, em todo o corpo. Os órgãos mais afetados são a pele, o intestino, os pulmões e os rins.

A gravidade da doença está diretamente relacionada à quais regiões do corpo foram atingidas. Assim, em casos mais graves, essa doença reumática pode ser mortal. É bastante comum que o sintoma inicial seja o Fenômeno de Raynaud – condição que provoca mudanças de cor nos dedos, após o contato com o frio. Porém, os sintomas podem variar bastante e é importante estar atento aos sinais que podem denunciar o surgimento da enfermidade.

Pele

A doença reumática pode causar danos à grandes áreas de pele ou apenas nas mãos e dedos. Na área atingida pode ocorrer alterações de cor, espessamento e endurecimento da pele.

Há também dificuldade de cicatrização em pequenos cortes, podendo evoluir para ulcerações. Outros sintomas são: inchaços, comichões, manchas, aparecimento de pequenos vasos, nódulos ou protuberâncias endurecidas compostas por depósitos de cálcio, além de Esclerodactilia (endurecimento que causa inchaço nos dedos e a formação de contraturas que dificultam a mobilidade).

Sistema gastrointestinal

É comum pacientes de esclerose sistêmica apresentarem dificuldades para engolir, azia, refluxo, constipação e diarreia. Lesões intestinais que interferem na absorção de alimentos também podem causar perda de peso. Também pode ocorrer formação de cicatrizes que danificam a parte inferior do esôfago.

Pulmões e coração

Essa doença reumática pode causar falta de ar e respiração ofegante, além de tosse seca. Pacientes com a doença podem apresentar duas condições pulmonares bastante comuns: fibrose pulmonar e hipertensão arterial pulmonar. É também maior o risco de desenvolver doenças cardíacas, como: arritmia, doença arterial coronariana e doença cardíaca hipertensiva.

Sistema renal

Algumas doenças renais graves também podem resultar da esclerose sistêmica. É possível haver um aumento repentino da pressão arterial. Porém, na maioria dos casos, mesmo com a capacidade funcional reduzida, os rins conseguem trabalhar normalmente.

Como os sintomas são bastante semelhantes a várias outras doenças do tecido conjuntivo, é importante estabelecer um diagnóstico diferencial, baseado no histórico do paciente, avaliação clínica e exames de sangue. O curso da esclerose sistêmica é bastante imprevisível. Mas, o quanto antes for diagnosticada e tratada, melhores as chances. O tratamento normalmente consiste em aliviar os sintomas e reduzir as lesões em órgãos, além de controlar e retardar a evolução da doença.

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3 doenças reumáticas que você deve conhecer

3 doenças reumáticas que você deve conhecer

Atualmente, existe um número bastante extenso de doenças relacionadas ao reumatismo. As doenças reumáticas são enfermidades que afetam cartilagens, articulações, músculos e ligamentos. Mas o termo também engloba doenças que envolvem o sistema imunológico e atacam órgãos internos como coração, pulmões, rins e cérebro. Essas enfermidades comprometem diretamente a qualidade de vida, pois podem causar danos às capacidades físicas e motoras, impactando assim na vida social e no psicológico do paciente. O grupo mais atingido é o das mulheres e as causas da maioria dessas doenças é desconhecida.

Artrite Reumatoide

Artrite é uma doença crônica que causa inflamação das articulações, causando dores, inchaços e deformidade. Ocorre principalmente nas mãos e punhos, podendo também afetar outros órgãos, como coração e pulmões. O tratamento dessa doença reumática vai variar de acordo com o estágio da enfermidade e sua gravidade. Em geral, o tratamento é feito com medicamentos, fisioterapia, exercícios e, em alguns casos, pode-se recorrer à cirurgia.

Artrose

A artrose, ou osteoartrite, é uma doença que provoca a degeneração e frouxidão das articulações do corpo. Ela promove o desgaste das cartilagens, aumentando o atrito entre os ossos. A artrose causa dores e rigidez nas juntas, inchaço e dificuldade na movimentação. Apesar de poder danificar qualquer articulação do corpo, as áreas mais comumente afetadas são as articulações das mãos, coluna, joelhos e quadris.

É uma doença degenerativa crônica, ou seja, não tem cura, mas pode ser tratada. O tratamento é feito através de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, fisioterapia, dietas nutricionais (nos casos em que a doença está relacionada ao excesso de peso) e, nos casos mais graves, cirurgia.

Lúpus

É uma doença crônica autoimune em que o corpo produz uma quantidade exagerada de anticorpos e pode causar inflamações na pele, articulações, olhos, rins, cérebro, coração e pulmões. A causa do lúpus ainda é desconhecida, mas pode estar relacionada a fatores genéticos, questões hormonais e infecções virais. Alguns fatores externos também podem estar relacionados à doença, entre eles estão a exposição solar, o uso de medicamentos anticoncepcionais e o tabagismo.

O tratamento vai variar de acordo com o tipo da doença, mas pode incluir medicamentos e a mudança em alguns hábitos diários. Usar protetor solar e evitar a exposição ao sol em horários não recomendados, abandonar o cigarro, praticar atividades físicas e manter uma dieta equilibrada são alguns dos cuidados que auxiliam no controle da doença.

Se você apresentar sintomas como: dor crônica, dor incapacitante, limitação dos movimentos, insônia, dificuldade para fazer atividades físicas e vermelhidões ou escurecimento da pele, agende uma consulta com um especialista em reumatologia. O diagnóstico pode ser feito através de exames detalhadas e histórico do paciente. Com o tratamento adequado, a doença reumática pode ser controlada e assim garantir sua qualidade de vida e bem estar.

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Artrite reumatoide juvenil: diagnóstico e tratamento

Artrite reumatoide juvenil: diagnóstico e tratamento

A artrite reumatoide juvenil, também conhecida como Artrite idiopática juvenil, é o tipo mais comum de artrite crônica que ocorre em crianças e adolescente com menos de 16 anos.

As características comuns da doença  são inflamação, dor, aumento de volume, vermelhidão e rigidez das articulações. Pode também acometer outros órgãos como a pele, os olhos e o coração.

As articulações afetadas podem ter crescimento acelerado ou atrasado, o que resulta em diferenças de comprimento entre os membros e deformidades articulares. O crescimento geral da criança também pode ser afetado.

É uma doença autoimune, ou seja, não tem cura, mas em sua forma juvenil pode desaparecer com a idade. A doença é classificada em diferentes tipos que são definidos com base no número de articulações afetadas e no envolvimento de órgãos internos. As três variedades mais comuns são:

Pauciarticular (oligoartrite)

Afeta quatro ou menos articulações, em geral grandes juntas como os joelhos, tornozelos ou cotovelos. Também pode afetar uma articulação específica em um lado do corpo apenas e pode ser acompanhada de inflamação nos olhos (uveíte). Atinge cerca de 50% dos casos e é mais comum em meninas entre quatro e cinco anos de idade.

Poliarticular

Afeta cinco ou mais articulações, especialmente dos dedos e das mãos. É mais comum em meninas e pode atingir crianças no final da infância e início da adolescência.

Sistêmica

Afeta o organismo por inteiro, atingindo articulações e órgãos internos. Provoca febre alta, erupções cutâneas intermitentes e, em alguns casos, pode causar inflamação da membrana que reveste o coração ou os pulmões, anemia e aumento dos gânglios do fígado ou do baço. É a forma menos comum da doença.

Diagnóstico

Os sintomas da doença podem variar de acordo com cada caso. Em alguns pacientes, eles persistem, enquanto que em outros, desaparecem completamente após um tempo. Por isso, um fator importante que determinará o diagnóstico é que a artrite tenha duração de no mínimo seis semanas.

O diagnóstico da artrite reumatoide juvenil é feito através dos sintomas e do histórico clínico da criança. Exames variados são necessários para auxiliar o diagnóstico, distinguindo a doença de outras formas de artrite e avaliando seu tipo e gravidade.

Tratamento

Por ser uma doença sem cura, o tratamento visa diminuir dores e inflamações, minimizar complicações e manter a mobilidade do paciente. Os cuidados podem incluir o uso de medicamentos anti-inflamatórios, fisioterapia, exercícios regulares, terapia com psicólogo e, nos casos mais graves, cirurgia.

O tratamento irá variar de acordo com o tipo e a fase da doença. Com o diagnóstico precoce e seguindo o tratamento adequado, a criança pode ter uma vida normal e evitar que a doença atrapalhe seu desenvolvimento.

Ao verificar os sintomas da artrite reumatoide juvenil, procure um médico reumatologista habilitado e agende uma consulta.

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Artrite infecciosa: o que é e como tratar

Artrite infecciosa: o que é e como tratar

A artrite infecciosa ou séptica é uma inflamação nas articulações que ocorre por meio de uma infecção. Pode ser causada por bactérias, fungos ou vírus e pode afetar qualquer articulação, principalmente as maiores, como o quadril, ou aquelas expostas ao trauma, como joelhos e mãos.

Nos casos mais comuns, o agente infeccioso chega até a articulação através do sangue, mas também é possível chegar através de um ferimento perto da própria articulação. É uma enfermidade grave que necessita de tratamento adequado.

Causas

Existem inúmeros microrganismos que podem provocar a artrite infecciosa e eles dispõem de diversas vias para chegar a uma ou mais articulações. Normalmente, eles são provenientes de outros focos infecciosos como infecções de garganta, infecções urinárias ou lesões da pele. Pode também ser causada por alguma doença sexualmente transmissível ou pelo uso de drogas injetáveis.

Sintomas

Normalmente, a articulação afetada apresenta vermelhidão, inchaço, calor, sensibilidade e dor. A dor pode, inclusive, se espalhar para outras articulações. É também possível que o paciente apresente calafrios, febre alta, sinais de cansaço, mal estar e falta de apetite.

Os sintomas também variam de acordo com o microrganismo responsável pela doença e a articulação que foi afetada. A evolução dos sintomas vai depender da agressividade do agente causador da doença, do estado geral do paciente e da rapidez com que o tratamento adequado é iniciado.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito através de exames detalhados que incluem a cultura do líquido extraído da articulação infectada. A análise do líquido sinovial é essencial para fornecer informações importantes para o tratamento.

O tratamento requer a internação do paciente, para que este fique em repouso total e possa receber os medicamentos necessários. A abordagem e o tipo de medicamentos vão depender do agente causador da doença.

Em alguns casos é necessário uma cirurgia para drenar o líquido ou remover o elemento causador da infecção. Fisioterapia também pode fazer parte da fase final do tratamento, para recuperar o movimento da articulação que foi atingida.

Complicações

Caso a doença não seja tratada de forma adequada e em tempo, a inflamação pode provocar a destruição da cartilagem articular e das restantes estruturas intra-articulares, provocando limitação de movimentos, rigidez e deformação da articulação. Em casos mais graves, pode haver a extensão do processo infeccioso aos ossos e a outras zonas do organismo, podendo inclusive, levar à morte.

A artrite infecciosa é uma doença grave, mas se for diagnosticada e tratada corretamente, tem cura. Para prevenir essa e outras doenças reumáticas, lembre-se de proteger suas articulações durante atividades físicas que envolvem riscos de lesões. Quando estiver com alguma infecção, trate de forma adequada e fique atento aos sintomas. Nunca tome medicamentos sem acompanhamento médico, pois isso pode camuflar sintomas e atrasar o diagnóstico da doença.

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Como amenizar os sintomas do lúpus

Como amenizar os sintomas do lúpus

O lúpus é uma doença autoimune que ataca o sistema imunológico afetando órgãos e tecidos saudáveis. Por isso, ele pode causar inflamação e danos no coração, rins, articulações, pele, vasos sanguíneos e no cérebro.

Os anticorpos confundem as proteínas do corpo com organismos invasores e as atacam, gerando uma série de sintomas nos pacientes. A doença não é contagiosa.

Apesar de não ter cura a doença pode ser controlada com medicamentos que diminuem a ação autoimune, além da importância de manter a pele sempre protegida com protetor solar.

Se ficou interessado em conhecer as formas de amenizar os sintomas de lúpus continue lendo esse artigo.

Quais os tipos de lúpus?

  • Lúpus Eritematoso Sistêmico – ocorre nos casos em que a doença provoca inflamações nos órgãos do corpo, como rins, coração e pulmão.
  • Lúpus Eritematoso Cutâneo – manchas na pele, principalmente nas regiões com maior exposição como orelhas, braços, colo e rosto. Ele tem vários tipos, cada um com sua manifestação.
    • Agudo – lesão conhecida como “asa de borboleta”, em razão do formato da mancha avermelhada que aparece no rosto, também chamada de eritema malar, ocorre geralmente nas regiões do nariz e maçãs do rosto, podendo ocorrer em outras áreas como pescoço e colo (decote). Mancha temporária e não deixa marcas permanentes.
    • Subagudo – ocorre em locais como rosto, braços, pescoço e colo e também não resulta em cicatrizes. No entanto, as pessoas devem evitar a exposição solar, pois o tempo das lesões tende a ser maior, e que após a cicatrização pode provocar manchas brancas na pele.
    • Crônico – essa variação da doença é mais agressiva, também chamada de lúpus discoide inicia com manchas avermelhadas e lesões como espinhas e placas vermelhas. Além dos locais já citados, essas lesões podem surgir no couro cabeludo (que resultam muitas vezes da perda definitiva dos cabelos), orelhas, colo (decote), braços e mucosas (genitais, boca, nariz e pálpebras).
    • Profundo (paniculite lúpica) – com lesões que chegas nas camadas mais profundas da derme, pode levar a atrofia e depressão da pele.

Quais os principais sintomas do lúpus?

O lúpus tem sintomas bem característicos como manchas vermelhas na pele em regiões mais expostas à luz solar (rosto, braços ou orelhas). Além de queda cabelo, perda de apetite, febre baixa, mau funcionamento dos rins e dor nas articulações.

Como controlar os sintomas?

O médico reumatologista vai pode conduzir o seu tratamento da melhor forma possível, indicando práticas que reduzem ou eliminam os sintomas.

A doença não tem cura, mas é possível controlar e manter uma vida sem inflamações e sintomas dolorosos.

  1. Proteger a pele

É recomendado que o paciente utilize filtro solar com FPS de no mínimo 15 ou acima de 30, para evitar que as lesões apareçam na pele.

  1. Anti-inflamatório e analgésico

O médico que conduz o seu tratamento pode indicar o uso de medicamentos para aliviar as dores, como anti-inflamatórios e analgésicos.

  1. Corticoides

São utilizados em forma de pomadas para uso tópico e tem por finalidade controlar a inflamação, evitando o aumento dos ferimentos.

Os corticoides via oral são utilizados em quadros mais graves e atuam nas células sanguíneas e nos órgãos que estejam prejudicados pela doença.

  1. Outros medicamentos

Existem outras opções para regular a imunidade como antimaláricos, os imunossupressores, a imunoglobulina e agentes biológicos que são medicamentos resultantes da engenharia genética.

Enfim, conhecendo o diagnóstico do seu tipo de lúpus, converse com seu médico reumatologista para ter conhecimento da melhor opção de tratamento para o seu caso.

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7 sintomas que podem te levar a procurar um reumatologista

7 sintomas que podem te levar a procurar um reumatologista

Algumas pessoas acreditam que o reumatologista deve ser consultado apenas por pessoas mais idosas, grande engano! As dores de origem reumatológica podem atingir crianças e jovens também.

Esse especialista clínico tem experiência no diagnóstico e tratamento de doenças que geram dor nas articulações, nos ossos, nos tendões, nas bursas ou músculos.

É importante destacar que nem todas as dores no corpo indicam um diagnóstico reumatológico, por isso o especialista precisa conhecer bem as doenças das outras especialidades para chegar no diagnóstico correto.

Se você está sentindo alguns sintomas e têm dúvidas sobre a especialidade que deve procurar, continue lendo o artigo para saber quando o reumatologista pode ajudar.

Listamos alguns sintomas e suas respectivas doenças para que você avalie a necessidade de procurar um especialista. Lembrando que este texto não substitui uma consulta médica.

  • Dor intensa e limitação de movimentos

Esses dois sintomas são comuns em doenças reumatológicas, uma delas é a artrite reumatoide, uma doença autoimune crônica que pode afetar mãos e pulsos. Entre outros sintomas ocorrem fadiga, febre, mal-estar, anemia e febre.

A outra é a fibromialgia que é caracterizada por dores generalizadas e constantes pelo corpo. A doença também pode estar associada a transtornos psicológicos, ansiedade, depressão e distúrbios do sono.

  • Desgastes das cartilagens

A osteoartrite também conhecida como artrose causa o desgaste das cartilagens das extremidades dos ossos, o que gera dor e limitação dos movimentos.

  • Fragilidade dos ossos

A osteoporose tem como principal sintoma a fragilidade dos ossos. Mais comum em mulheres que estão na menopausa, surge quando ocorre um desequilíbrio entre as quantidades de material ósseo que são formados e os que são reabsorvidos, tornando os ossos muito frágeis.

  • Inchaço e inflamação nas articulações

A gota ocorre quando existe a produção excessiva de ácido úrico pelo organismo, causando inflamação e inchaço nas articulações.

  • Lesões pelo corpo

O lúpus é uma doença autoimune que gera lesões pelo corpo, em alguns casos no rosto (mancha vermelha em forma de borboleta nas regiões do nariz e maçãs do rosto). Pode afetar também os pulmões, rins e articulações.

  • Inflamação dos tendões

A tendinite é a inflamação dos tendões, uma estrutura fibrosa que conecta o músculo ao osso. Movimentos repetitivos podem causar a inflamação e levar a limitação física.

  • Inflamação da bolsa sinovial

A bursite é a inflamação da bolsa sinovial que fica localizada entre o tendão e o osso ou o tendão e a pele. Com função de amortecimento, nutrição e deslizamento dos tecidos.

De maneira geral os fatores de risco que podem levar a alguma doença reumatológica são o excesso de peso, a herança genética, traumatismos, sedentarismo e distúrbios psicológicos como ansiedade e depressão.

Os sintomas que indicam alguma doença reumatológica incluem ainda dificuldade para se movimentar, dor no corpo, articulações inchadas e redução da flexibilidade.

Portanto, se você sente alguns deles associado com os fatores de risco, deve procurar um médico reumatologista para avaliar o seu caso, definir o diagnóstico e iniciar o tratamento o quanto antes.

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3 sintomas da pseudogota

3 sintomas da pseudogota

A pseudogota, também conhecida como condrocalcinose, está caracterizada pelo depósito de cristais di-hidratados de pirofosfato de cálcio que ficam no líquido e nos tecidos das articulações. Essa condição gera crises de dor e inflamação para o paciente.

Geralmente ocorre em pessoas idosas, pode ser hereditária e tem causa desconhecida, mas pode ocorrer também em pessoas com algumas características específicas.

A doença ocorre em pessoas que apresentam hemocromatose (nível alto de ferro nos tecidos); amiloidose (acúmulo de proteínas em órgãos e tecidos); gota; lesão articular; hipomagnesemia (nível baixo de magnésio no sangue); hiperparatireoidismo (nível alto de cálcio no sangue) e hipofosfatasia (distúrbio que causa um nível baixo de fosfatase alcalina no sangue).

Se você ficou interessado em saber mais sobre os sintomas e tratamento para a pseudogota, continue lendo esse artigo sobre o assunto.

Sintomas da pseudogota

  1. Dor – Entre os sintomas principais estão: artrite com dor nos joelhos, tornozelos, punhos e ombros, edema, eritema e calor. Geralmente em adultos entre 40 e 50 anos de ambos os sexos.
  2. Rigidez – Algumas pessoas podem ter dor crônica associada a rigidez nas articulações de pernas e braços, semelhantes a artrite reumatoide ou osteoartrite.
  3. Gota – caracterizada por ataques de artrite aguda que são provocadas pela presença dos cristais de ácido úrico nas articulações. A dor pode ser capaz de acordar o paciente a noite e vir acompanhada de calor, vermelhidão e inchaço.

Outros fatores que podem desencadear a gota são: ingestão de álcool, dieta com alimentos ricos em purina, cirurgias, quimioterapia, uso de diuréticos e traumas físicos.

Como é feito o diagnóstico?

Para o diagnóstico, será necessário fazer uma análise do líquido articular, radiografia para identificar a imagem da calcificação de tecidos moles e ultrassonografia.

Quais os tratamentos?

Não existe cura para a pseudogota. Na fase aguda é indicado o uso de antiinflamatórios e/ou corticosteroides para amenizar a dor e reduzir a degeneração.

A colchicina é utilizada para prevenir a recorrência de crises, mas ainda não existe um tratamento eficaz para eliminar os depósitos de cristais já existentes.

É importante também drenar o líquido articular e aplicar injeção de corticosteroide. Geralmente as articulações inflamadas se recuperam sem problemas. Porém, alguns pacientes podem ter artrite crônica e lesão permanente nas articulações.

A fisioterapia deve ser uma aliada no tratamento a longo prazo, pois pode ser utilizada para o fortalecimento muscular e melhora da amplitude dos movimentos, além de manter a função da articulação.

Também é indicado o aumento do consumo de água para melhorar o fluxo urinário do paciente.

O que acontece se o paciente não faz o tratamento?

Caso o tratamento não seja realizado, as crises leves podem desaparecer em até dois dias, mas as crises mais graves podem evoluir com a ocorrência de uma dor crescente e durar semanas.

Sem tratamento o intervalo entre as crises pode diminuir e a intensidade aumentar. Outra consequência é que as articulações podem ficar deformadas, com depósitos de cristais de sódio em tendões, articulações, bursas e cartilagens.

Quer saber mais sobre a pseudogota? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como reumatologista em São Mateus!

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